• R. Gen. João Manoel, 407 Centro/POA-RS
  • Seg - Sex 6:30 - 22:00.

Arquivo categoria: Estilo de vida

Síndrome do estresse medial da tíbia – Canelite

Muitas pessoas começam a se exercitar com caminhadas e corridas. No entanto, durante esse período em que o corpo está se adaptando ao estilo de vida mais ativo, surge com frequência a canelite. Esse termo é usado genericamente para designar as dores na região da canela após o início ou a intensificação de atividades físicas.

Conheça mais sobre a canelite e veja como se prevenir desse problema:

O que é a canelite?

A canelite é o termo popular usado para se referir à síndrome do estresse medial da tíbia ou periostite. Trata-se de uma inflamação próxima aos tendões, músculos ou ossos da canela (tíbia).

Quais os sintomas da canelite?

O principal sintoma da canelite são dores na canela, principalmente na face interna da perna. Em alguns casos, porém, a canelite pode provocar inchaço e sensibilidade ao toque, até mesmo na hora de se vestir, conta o dr. Arnaldo Hernandez, coordenador geral do Núcleo de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital Sírio-Libanês.

Quais as causas da canelite?

A canelite é causada por estresse na estrutura da canela, geralmente decorrente de exercícios físicos de repetição envolvendo as pernas. “A parte interna da perna, onde está a tíbia, é uma região de grande sobrecarga devido ao apoio e aos impactos nas corridas e nos saltos”, explica o dr. Hernandez.

Apenas pessoas sedentárias têm canelite?

Não. A canelite está relacionada ao período de adaptação das estruturas da canela à atividade física. Mesmo um atleta pode ter canelite caso intensifique muito seu treino. Pessoas com as pernas mais arqueadas (tíbia vara) ou que correm em pisos duros, como as ruas, também têm mais risco. Outros fatores que podem levar à canelite são a falta de firmeza muscular, muitas vezes associada ao envelhecimento; uso de calçados inadequados; e pronação exacerbada dos pés, ou seja, quando o pé vira para dentro ao correr ou andar.

Como prevenir a canelite?

Realizar atividade física com orientação de um profissional é o meio mais eficaz para prevenir a canelite, pois o volume e a intensidade do exercício precisam ser bem controlados. Segundo explica o dr. Hernandez, diferentemente do sistema cardiorrespiratório e muscular, que se adaptam à atividade física em pousas semanas, a estrutura da canela pode demorar alguns meses para aguentar o impacto dos exercícios. De qualquer forma, alongar e aquecer antes das atividades físicas também é importante na prevenção da canelite.

Quais os quadros mais graves de canelite?

Os quadros mais graves de canelite são quando ela evolui para uma fratura por estresse, provocando dores localizadas e intensas que persistem mesmo com a interrupção da atividade física. Nesses casos, não devemos retomar a atividade física enquanto não recebermos orientação médica.

Como tratar a canelite?

O tratamento da canelite requer “adequação do volume de treinamento e paciência” para esperar o organismo se adaptar ao exercício físico, avalia o dr. Hernandez. Após o problema se tornar crônico, o tratamento se torna mais difícil. Por isso é importante procurar ajuda de um médico ortopedista ou médico do esporte se as dores na canela persistirem com a prática da atividade física. O tratamento da canelite pode envolver medicamentos anti-inflamatórios e fisioterapia.

 

Fonte: Dr. Arnaldo Hernandez, coordenador geral do Núcleo de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital Sírio-Libanês

A importância da vacinação não está somente na proteção individual.

“A importância da vacinação não está somente na proteção individual, mas porque ela evita a propagação em massa de doenças que podem levar à morte ou a sequelas graves” (José Augusto Alves de Britto, IFF/ Fiocruz)

Uma das medidas mais efetivas para a prevenção de doenças, individual e coletivamente, ao evitar epidemias, a vacinação foi responsável por erradicar doenças como poliomielite, rubéola congênita e sarampo, conforme explica o coordenador dos ambulatórios de pediatria do Instituto Fernandes Figueira (IFF/ Fiocruz) e mestre em pediatra, Dr. José Augusto Alves de Britto.

Nesta entrevista, ele fala sobre a importância da vacinação, os avanços nesta área, os movimentos antivacina e suas consequências, confira:

1 – Qual é a importância da vacinação?

José Augusto Alves de Britto: A vacinação sensibiliza o sistema imunológico do organismo, fazendo com que ele crie defesas, anticorpos especiais contra uma série de doenças que quando ocorrem, podem acarretar a morte ou deixar graves sequelas na pessoa acometida.

A importância da vacinação não está somente na proteção individual, mas porque ela evita a propagação em massa de doenças que podem levar à morte ou a sequelas graves, comprometendo a qualidade de vida e saúde das pessoas vitimizadas.

2 – Quais os avanços no Brasil, com relação à vacinação?

José Augusto Alves de Britto: Em 1973 foi criado no Brasil o Programa Nacional de Imunização (PNI), com o objetivo de normatizar a imunização em nível nacional e assim, contribuir para a erradicação ou controle de doenças transmissíveis. Ele faz parte das iniciativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) e recebe apoio técnico do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

No mundo de hoje, globalizado, onde circulam milhões de pessoas entre diversos países, há que se ter uma atenção especial com a saúde global e essa associação do PNI com órgãos da responsabilidade, como a OMS, demonstra o compromisso do Brasil com a saúde da população nacional e global, por conseguinte.

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza em seu calendário 19 tipos de vacina, que atendem a crianças, adolescentes, gestantes, trabalhadores, pessoas com mais de 60 anos, população indígena etc. É importante destacar que o PNI trabalha com metas importantes, como a de vacinar 90/95% da população.

O nosso país é reconhecido internacionalmente, porque ao longo dos 35 anos do PNI, conseguiu erradicar doenças como a poliomielite, a rubéola congênita e em 2016, recebeu e da Organização Pan Americana da Saúde (Opas) o certificado de erradicação do sarampo.

“No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza em seu calendário 19 tipos de vacinas, que atendem a crianças, adolescentes, gestantes, trabalhadores, pessoas com mais de 60 anos, população indígena etc. É importante destacar que o PNI trabalha com metas importantes, como a de vacinar 90/95% da população.”

3 – Algumas doenças já erradicadas no Brasil estão voltando. A que se deve isto?

José Augusto Alves de Britto: A partir de 1982, surgiu na Europa e nos Estados Unidos um movimento antivacina, a partir da divulgação de artigos muito polêmicos que relacionavam a vacinação com doenças cerebrais – que adiante, se revelaram equívocos científicos e interesses escusos contra a indústria farmacêutica, levando, inclusive, à cassação do registro profissional dos pesquisadores envolvidos.

Adiante, surgiram movimentos, ora se cunho religioso, ora filosófico, que advogam a favor de não se sobrecarregar o sistema imunológico das crianças e considerando que a imunidade natural poderia dar conta da proteção.

No Brasil, este movimento já começa ser observado, porém, devidamente acompanhado pela Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) e do Ministério da Saúde (MS). Isso tem repercutido na queda da cobertura vacinal esperada e em uma certa resistência de aderência às campanhas nacionais, como recentemente, contra o sarampo.

Acredita-se que pelo fato de a vacinação ser um sucesso, causa a falsa sensação de que as doenças não existem mais e, portanto, que não há mais a necessidade de se tomar as vacinas. Desta maneira, doenças antes controladas voltam a ocorrer na população, inclusive com riscos de epidemia, tendo-se como exemplo o caso recente de epidemias por sarampo em cidades na região Norte do Brasil.

Naquelas cidades, as taxas de cobertura da vacinação estavam abaixo do esperado e a possível introdução do vírus do sarampo por meio das fronteiras, pela imigração de venezuelanos, criaram uma situação de risco para a população e para a certificação que o pais recebera da Opas pela erradicação do sarampo em território nacional.

“Acredita-se que pelo fato de a vacinação ser um sucesso, causa a falsa sensação de que as doenças não existem mais e, portanto, que não há mais a necessidade de se tomar as vacinas. Desta maneira, doenças antes controladas voltam a ocorrer na população, inclusive com riscos de epidemia.”

4 – Como contornar o problema da queda na vacinação?

José Augusto Alves de Britto: Uma das boas estratégias para se trabalhar a recuperação das taxas de cobertura é, primeira e fundamentalmente, garantir a oferta de vacinas para a população em tempo contínuo, não somente em períodos de campanha.

Também cabe aos profissionais de saúde manterem os pais, os adultos e os idosos estimulados a essa prática de saúde, mostrando claramente os benefícios para cada um e o efeito de proteção para todos, a partir dela.

É necessário, ainda, que se busque combater rápida e fortemente a divulgação pelas mídias sociais de notícias falsas (fake news) a respeito das vacinas.

5 – O Brasil vive um momento de congelamento dos gastos públicos com saúde. Como isto afeta a imunização?

José Augusto Alves de Britto: O congelamento dos gastos públicos com saúde podem sim impactar de um modo bastante negativo o sucesso dos programas de vacinação. Quando o cidadão busca uma unidade de saúde e não lhe é disponibilizada a vacina, isso leva a um descrédito no sistema, a um desânimo de buscar, repetidamente e sem sucesso, a vacina, gerando então a interrupção ou o abandono de esquemas de vacinas que vinham sendo corretamente seguidos. Isto propicia o retorno das doenças até então controladas.

Além disto, o congelamento de gastos pode comprometer os investimentos em pesquisas de vacinas contra a dengue e contra o virus da zika, por exemplo. É preciso investir.

“O congelamento dos gastos públicos com saúde podem sim impactar de um modo bastante negativo o sucesso dos programas de vacinação.”

Fonte: Fiocruz

Dor nas articulações sacroilíacas

Visão geral

A dor nas articulações sacroilíacas (SI) é sentida na região lombar e nas nádegas. A dor é causada por danos ou lesões na articulação entre a coluna e o quadril. A dor sacroilíaca pode imitar outras condições, como hérnia de disco ou problema no quadril. O diagnóstico preciso é importante para determinar a origem da dor. Fisioterapia, exercícios de alongamento, analgésicos e injeções nas articulações são usados ​​primeiro para controlar os sintomas. A cirurgia para fundir a articulação e interromper o movimento doloroso pode ser recomendada.

O que é dor nas articulações sacroilíacas?

As articulações SI estão localizadas entre os ossos ilíacos e o sacro, conectando a coluna aos quadris. As duas articulações fornecem suporte e estabilidade e desempenham um papel importante na absorção de impacto ao caminhar e levantar. Na parte de trás, as articulações SI estão localizadas abaixo da cintura, onde duas covinhas são visíveis.

Anatomia da articulação sacroilíaca

Skate Saúde: Dor lombar X sacroilíca no skate

As articulações sacroilíacas conectam a base da coluna (sacro) aos ossos do quadril (ílio).
Músculos e ligamentos fortes sustentam as articulações SI. Há uma quantidade muito pequena de movimento na articulação para a flexibilidade normal do corpo. À medida que envelhecemos, nossos ossos ficam artríticos e os ligamentos enrijecem. Quando a cartilagem se desgasta, os ossos podem esfregar juntos causando dor. A articulação SI é uma articulação sinovial cheia de líquido. Esse tipo de articulação possui terminações nervosas livres que podem causar dor crônica se a articulação degenera ou não se move adequadamente.

A dor nas articulações sacroilíacas varia de leve a grave, dependendo da extensão e da causa da lesão. A dor aguda nas articulações SI ocorre repentinamente e geralmente cicatriza em alguns dias ou semanas. A dor crônica nas articulações SI persiste por mais de três meses; pode ser sentido o tempo todo ou piorar com certas atividades.

Outros termos para dor na articulação SI incluem: disfunção da articulação SI, síndrome da articulação SI, tensão da articulação SI e inflamação da articulação SI.

Quais são os sintomas?

Os sinais e sintomas da dor SI começam na parte inferior das costas e nádegas e podem irradiar-se para a parte inferior do quadril, virilha ou parte superior da coxa. Embora a dor geralmente seja unilateral, pode ocorrer em ambos os lados. Os pacientes também podem sentir dormência ou formigamento na perna ou uma sensação de fraqueza na perna.

Os sintomas podem piorar ao sentar, ficar em pé, dormir, caminhar ou subir escadas. Freqüentemente, a articulação SI dói quando sentado ou dormindo do lado afetado. Algumas pessoas têm dificuldade em andar de carro ou em pé, sentadas ou caminhando por muito tempo. A dor pode ser pior com movimentos transitórios (de sentar para ficar de pé), ficar em pé sobre uma perna ou subir escadas.

Quais são as causas?

A articulação SI pode doer quando os ligamentos ficam muito frouxos ou muito tensos. Isso pode ocorrer como resultado de uma queda, acidente de trabalho, acidente de carro, gravidez e parto ou cirurgia de quadril / coluna (laminectomia, fusão lombar).

A dor nas articulações sacroilíacas pode ocorrer quando o movimento da pelve não é o mesmo em ambos os lados. O movimento irregular pode ocorrer quando uma perna é mais longa ou mais fraca do que a outra, ou com artrite no quadril ou problemas nos joelhos. Doenças autoimunes, como espondiloartrite axial, e condições biomecânicas, como o uso de bota após cirurgia no pé / tornozelo ou calçados sem suporte, podem levar à sacroileíte degenerativa.

Como é feito o diagnóstico?

Um exame médico ajudará a determinar se a articulação SI é a fonte de sua dor. A avaliação inclui um histórico médico e exame físico. Seu médico levará em consideração todas as informações que você forneceu, incluindo qualquer histórico de lesão, localização de sua dor e problemas em ficar em pé ou dormir.

Existem testes específicos para determinar se a articulação SI é a fonte da dor. Você pode ser solicitado a se levantar ou mover-se em diferentes posições e apontar para onde sente dor. Seu médico pode manipular suas articulações ou sentir dor na articulação SI.

Estudos de imagem, como raios-X , tomografia computadorizada ou ressonância magnética , podem ser solicitados para ajudar no diagnóstico e para verificar outros problemas relacionados à coluna e ao quadril.

Uma injeção diagnóstica na articulação SI pode ser realizada para confirmar a causa da dor. A articulação SI é injetada com um anestésico local e medicação corticosteróide. A injeção é administrada por meio de fluoroscopia de raios-X para garantir a colocação precisa da agulha na articulação SI. Seu nível de dor é avaliado antes e 20-30 minutos após a injeção e monitorado durante a próxima semana. O envolvimento da articulação sacroilíaca é confirmado se o nível de dor diminuir em mais de 75%. Se o nível de sua dor não mudar após a injeção, é improvável que a articulação SI seja a causa de sua dor lombar.

Que tratamentos estão disponíveis?

Tratamentos não cirúrgicos: fisioterapia, manipulação quiroprática e exercícios de alongamento ajudam muitos pacientes. Alguns pacientes podem necessitar de medicamentos antiinflamatórios orais ou adesivos tópicos, cremes, pomadas ou órteses mecânicas.

Injeção na junta SI

Uma agulha é gentilmente guiada na articulação sacroilíaca usando fluoroscopia de raios-X. Uma mistura de anestésico e corticosteroide (verde) é injetada na articulação inflamada.

Injeções nas articulações: os esteróides podem reduzir o inchaço e a inflamação dos nervos. As injeções articulares são um procedimento minimamente invasivo que envolve a injeção de um corticosteroide e um agente anestésico na articulação dolorida. Embora os resultados tendam a ser temporários, se as injeções forem úteis, elas podem ser repetidas até três vezes por ano.

Ablação de nervos: as injeções nas articulações ou nervos às vezes são chamadas de “bloqueios”. Injeções bem-sucedidas na articulação SI podem indicar que você pode se beneficiar da ablação por radiofrequência – um procedimento que usa uma corrente elétrica para destruir as fibras nervosas que carregam os sinais de dor na articulação.

Cirurgia: Se os tratamentos não cirúrgicos e as injeções nas articulações não proporcionarem alívio da dor, seu médico pode recomendar uma cirurgia de fusão da articulação SI minimamente invasiva. Através de uma pequena incisão, o cirurgião coloca implantes de titânio (metal) e material de enxerto ósseo para estabilizar a articulação e promover o crescimento ósseo. A cirurgia dura cerca de uma hora. O paciente pode ir para casa no mesmo dia ou no dia seguinte. Por várias semanas após a cirurgia, o paciente não consegue suportar todo o peso do lado operado e deve usar muletas para apoio.

Fusão da articulação sacroilíaca

Em uma fusão da articulação sacroilíaca, dispositivos de haste e / ou parafuso são colocados ao longo da articulação para interromper o movimento doloroso.
Recuperação e prevenção
Uma atitude positiva, atividades regulares e um rápido retorno ao trabalho são todos elementos muito importantes de recuperação. Se as tarefas regulares do trabalho não puderem ser realizadas inicialmente, as tarefas modificadas (leves ou restritas) podem ser prescritas por um tempo limitado.

A prevenção é a chave para evitar a recorrência:

  • Técnicas de levantamento adequadas
  • Boa postura ao sentar, levantar, mover e dormir
  • Exercícios regulares com alongamento / fortalecimento
  • Uma área de trabalho ergonômica
  • Boa nutrição, peso saudável, massa corporal magra
  • Técnicas de relaxamento e gerenciamento de estresse
  • Proibido fumar

 

Fonte: Spine-health /  SpineUniverse

Benefícios da vitamina D

A vitamina D é um pró-hormônio que associado ao paratormônio (PTH), atua como importante regulador do metabolismo ósseo. A principal fonte de produção da vitamina D se dá por meio da exposição solar, pois os raios ultravioletas do tipo B (UVB) são capazes de ativar a síntese dessa substância. Alguns alimentos, especialmente peixes gordos (salmão, atum, cavala, arenque, sardinha) são fontes dessa vitamina, porém representam apenas 10%, os outros 90% são obtidos através da síntese cutânea após a exposição solar, que deve ser realizada, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, por 5 a 10 minutos todos os dias, a fim de sintetizar a vitamina D.

“Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM, 2014), a vitamina D tem como papel fundamental a manutenção da massa óssea, porém, alguns estudos têm sugerido que ela pode influenciar também o sistema imunológico. Sua deficiência (hipovitaminose D) pode estar relacionada com o desenvolvimento de doenças autoimunes, como diabetes mellitus insulinodependente, esclerose múltipla, doença inflamatória intestinal, lúpus, encefalite autoimune e artrite reumatoide. Diante dessas associações, sugere-se que a vitamina D seja um fator extrínseco, que pode ser capaz de afetar a prevalência dessas doenças. Contudo no momento ainda não é possível comprovar a relação causa-efeito, sendo necessária a realização de mais estudos”, explicou Bianca Amaral, nutricionista do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).

Já para as gestantes o consumo da vitamina D é ainda mais essencial. De acordo com a SBEM (2014) e com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP, 2016), a gestação é considerada um período crítico e a deficiência desta vitamina, neste período, pode estar associada ao desenvolvimento de diabetes mellitus gestacional, vaginose bacteriana, pré-eclâmpsia, baixo peso do recém-nascido, além de se relacionar também com alguns desfechos tardios, como baixa massa óssea e aparecimento de marcadores de risco cardiovascular nas crianças em idade escolar. “Além disso, durante a gestação, a vitamina D tem sido apontada como essencial para o equilíbrio do cálcio e do fósforo, tanto no organismo materno, como no fetal. Na gestante com risco de deficiência, o tratamento pode trazer benefícios para a mãe e para o recém-nascido. Quando existe suspeita de deficiência de vitamina D, o tratamento com as doses mais elevadas continua indicado, mas preferencialmente em tomadas diárias. As doses nunca devem ser excessivas, a indicação e o acompanhamento devem ser realizados por um médico junto ao nutricionista”, esclareceu Marcela Knibel, nutricionista do IFF.

Para as lactentes, as nutricionistas ressaltam que as fontes alimentares de vitamina D não conseguem suprir as necessidades dessa vitamina. “Em lactentes, o leite materno, que é o melhor alimento para o recém-nascido, possui baixas concentrações de vitamina D, mesmo que a puérpera tenha uma boa ingestão desta vitamina. Desta forma, a SBP (2016) recomenda a suplementação de crianças em aleitamento materno exclusivo, iniciando logo após o nascimento, com dose de 400 UI/dia”, explicou Alessandra Araújo, nutricionista do IFF.

“De acordo com a SBEM (2014) e a SBP (2016), a hipovitaminose D é um problema mundial e o Brasil apresenta uma taxa elevada em diversas faixas etárias. É importante enfatizar que é considerada população de risco para hipovitaminose D, pacientes com raquitismo ou osteomalácia, portadores de osteoporose, síndromes de má-absorção (fibrose cística, doença inflamatória intestinal, doença de Chron, cirurgia bariátrica), insuficiência renal e hepática, medicações que interfiram no metabolismo de vitamina D (anticonvulsivantes, colestiramina, glicocorticoides, antifúngicos, antirretrovirais, orlistat), doenças granulomatosas, linfomas, idosos com história de fraturas, gestantes e lactentes, e obesos. Desta forma, a recomendação da SBEM é que nesta população seja realizado o colecalciferol, que é o exame adequado para identificar a deficiência de vitamina D”, alerta Alessandra Araújo.

As nutricionistas enfatizam que a vitamina D deve ser consumida dentro das quantidades recomendadas por faixa etária e a suplementação feita de acordo com a necessidade. Desta forma, assim como o exame não é indicado para a população em geral, a suplementação generalizada de vitamina D também não é. Lembrando que em algumas faixas etárias essa suplementação pode acontecer como preventiva, através de reposição oral, e deve ser acompanhada por um médico ou um profissional nutricionista, com indicação criteriosa, baseada em necessidades individuais, considerando grupos de risco ou carência previamente detectada. Os benefícios desse tipo de tratamento são mais evidentes para a população de risco.

As especialistas indicam, abaixo, as principais fontes alimentares de vitamina D, como forma de orientar e melhorar o consumo das mesmas:

Fonte: Fiocruz

Tudo que você precisa saber sobre a vitamina B-12

A vitamina B-12 é uma vitamina B crucial. É necessário para a saúde do tecido nervoso, função cerebral e produção de glóbulos vermelhos. Cobalamina é outro nome para a vitamina B-12.

A deficiência pode ocorrer quando os níveis de vitamina B-12 são muito baixos. Isso pode levar a sintomas neurológicos irreversíveis. Nos Estados Unidos (EUA), entre 1,5 e 15% da população é atualmente diagnosticada com deficiência de vitamina B-12.

Este artigo explorará as funções da vitamina B-12, como uma pessoa saberia que não está consumindo vitamina B-12 suficiente e onde obter mais vitamina.

Fatos rápidos sobre vitamina B-12

  • A vitamina B-12 é importante para o funcionamento do cérebro na síntese de células vermelhas do sangue.
  • A deficiência de vitamina B-12 pode levar a dificuldades neurológicas e anemia .
  • Pessoas com mais de 14 anos devem consumir mais de 2,4 microgramas (mcg) de vitamina B-12 por dia.
  • A vitamina B-12 está naturalmente disponível nas carnes, mas as pessoas que não comem carne, como os veganos, podem obter a vitamina B-12 na forma de suplemento.

O que é vitamina B-12?

A vitamina B-12 é vital para a produção de glóbulos vermelhos e processos mentais.

A vitamina B-12 é solúvel em água, como todas as outras vitaminas B. Isso significa que ele pode se dissolver na água e viajar pela corrente sanguínea. O corpo humano pode armazenar vitamina B-12 por até quatro anos . Qualquer excesso ou indesejado de vitamina B12 é excretado na urina.

A vitamina B-12 é a maior e mais complicada vitamina estrutural. Ocorre naturalmente em produtos cárneos e só pode ser produzido industrialmente por meio da síntese de fermentação bacteriana.

Alimentos

A vitamina B-12 pode ser encontrada naturalmente em produtos de origem animal, como peixes, carnes, ovos e laticínios. Não ocorre normalmente em alimentos vegetais.

Boas fontes dietéticas de vitamina B-12 incluem:

  • carne
  • carne de porco
  • presunto
  • aves
  • peixes, principalmente arinca e atum
  • laticínios, como leite, queijo e iogurte
  • alguns produtos nutricionais de fermento
    ovos

Alguns tipos de leite de soja e cereais matinais são enriquecidos com vitamina B-12.

É sempre melhor manter uma dieta balanceada e receber quantidades saudáveis ​​de nutrientes antes que o tratamento ativo seja necessário. Os sintomas de deficiência são facilmente evitados com uma dieta saudável.

Benefícios

A vitamina B-12 é crucial para o funcionamento normal do cérebro e do sistema nervoso. Também está envolvido na formação dos glóbulos vermelhos e ajuda a criar e regular o DNA.

O metabolismo de cada célula do corpo depende da vitamina B-12, pois ela desempenha um papel na síntese de ácidos graxos e na produção de energia. A vitamina B-12 permite a liberação de energia, ajudando o corpo humano a absorver o ácido fólico .

O corpo humano produz milhões de glóbulos vermelhos a cada minuto. Essas células não podem se multiplicar adequadamente sem a vitamina B-12. A produção de glóbulos vermelhos diminui se os níveis de vitamina B-12 estiverem muito baixos. A anemia pode ocorrer se a contagem de glóbulos vermelhos cair.

Consumo

Nos EUA, o National Institutes of Health (NIH) recomenda que adolescentes e adultos com mais de 14 anos consumam 2,4 microgramas (mcg) de vitamina B-12 por dia. As mulheres grávidas devem consumir 2,6 mcg e as lactantes 2,8 mcg.

A ingestão excessiva de vitamina B-12 não demonstrou qualidades tóxicas ou prejudiciais. No entanto, as pessoas são sempre aconselhadas a falar com seu médico antes de começar a tomar suplementos.

Alguns medicamentos podem interagir com a vitamina B-12. Estes incluem metformina, inibidores da bomba de prótons e agonistas do receptor h2, frequentemente usados ​​para úlcera péptica . Todos esses medicamentos podem interferir na absorção da vitamina B-12. O antibiótico cloranfenicol, ou cloromicetina, também pode interferir na produção de glóbulos vermelhos em pessoas que tomam suplementos.

Sintomas de deficiência

A deficiência de vitamina B-12 ocorre quando o corpo não recebe vitamina B-12 suficiente.

Isso pode resultar em danos irreversíveis e potencialmente graves, especialmente para o sistema nervoso e o cérebro.

Mesmo os níveis ligeiramente abaixo do normal de vitamina B-12 podem desencadear sintomas de deficiência, como depressão , confusão, problemas de memória e fadiga . No entanto, esses sintomas por si só não são específicos o suficiente para diagnosticar a deficiência de vitamina B-12.

Outros sintomas da deficiência de vitamina B-12 incluem constipação , perda de apetite e perda de peso.

Quando os sintomas aumentam, eles podem incluir alterações neurológicas, como dormência e formigamento nas mãos e nos pés. Algumas pessoas podem ter dificuldade em manter o equilíbrio.

Bebês com falta de vitamina B-12 podem apresentar movimentos incomuns, como tremores no rosto, bem como problemas reflexos, dificuldades de alimentação, irritação e eventuais problemas de crescimento se a deficiência não for tratada.

A deficiência de vitamina B-12 acarreta um sério risco de danos permanentes aos nervos e ao cérebro. Algumas pessoas com vitamina B12 insuficiente têm maior risco de desenvolver psicose , mania e demência .

Vitamina B-12 insuficiente também pode levar à anemia. Os sintomas mais comuns de anemia são fadiga, falta de ar e batimento cardíaco irregular. Pessoas com anemia também podem ter:

  • uma ferida na boca ou língua
  • perda de peso
  • pele pálida ou amarelada
  • diarréia
  • problemas menstruais

A deficiência de vitamina B-12 também deixa as pessoas mais suscetíveis aos efeitos das infecções.

Quem corre risco?

Os veganos enfrentam o risco de deficiência de vitamina B-12, pois sua dieta exclui produtos alimentícios de origem animal. A gravidez e a lactação podem piorar a deficiência em veganos. Os alimentos de origem vegetal não têm cobalamina suficiente para garantir a saúde a longo prazo.

Pessoas com anemia perniciosa podem carecer de vitamina B-12. A anemia perniciosa é uma doença auto-imune que afeta o sangue. Os pacientes com esse distúrbio não têm fator intrínseco (FI) suficiente, uma proteína do estômago que permite ao corpo absorver a vitamina B-12.

Outros grupos de risco incluem pessoas com problemas no intestino delgado, por exemplo, um indivíduo cujo intestino delgado foi cirurgicamente encurtado. Eles podem não ser capazes de absorver a cobalamina adequadamente. Diz-se que as pessoas com doença de Crohn correm risco, mas os pesquisadores afirmam que não há evidências para confirmar isso.

Gastrite, doença celíaca e doença inflamatória intestinal podem levar a uma deficiência porque essas condições reduzem a absorção de nutrientes .

Pessoas com alcoolismo crônico podem ter falta de vitamina B-12 , pois seus corpos também não são capazes de absorver nutrientes de forma eficiente.

Indivíduos que tratam diabetes com metformina são aconselhados a monitorar seus níveis de vitamina B-12. A metformina pode reduzir a absorção da vitamina B-12.

O tratamento inclui injeções de vitamina B-12. Uma injeção de vitamina B12 deve ser administrada a pessoas que têm problemas com a absorção de nutrientes.

Suplementação

Algumas pessoas têm dificuldade em absorver a vitamina B-12 de fontes alimentares e podem precisar tomar suplementos.

Isso inclui adultos mais velhos, pacientes com anemia perniciosa e aqueles com acloridria ou distúrbios intestinais podem ter problemas para absorver vitamina B-12 dos alimentos.

Os suplementos podem ser tomados por via oral ou em spray nasal. No entanto, os suplementos orais não ajudam em muitos casos de deficiência. Nessas circunstâncias, a vitamina B-12 pode ser injetada.

Os veganos podem tomar suplementos para evitar a deficiência, já que a dieta vegana remove os produtos de carne que fornecem B-12 naturalmente. Isso é particularmente importante durante a gravidez e a amamentação.

Vários suplementos B-12 estão disponíveis para compra em lojas de produtos naturais e online .

Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais de tomar vitamina B12 são muito limitados. Não é considerado tóxico em grandes quantidades e até mesmo doses de 1000 mcg não são consideradas prejudiciais.

Não houve relatos de uma reação adversa ao B-12 desde 2001, quando uma pessoa na Alemanha relatou rosácea como resultado de um suplemento de B-12. Também foram relatados casos de acne desencadeada por B-12 .

A cianocobalamina é uma forma injetável do suplemento que contém traços de cianeto, uma substância venenosa. Como resultado, algumas preocupações foram levantadas sobre seus possíveis efeitos. No entanto, muitas frutas e vegetais contêm esses traços, e isso não é considerado um risco significativo para a saúde.

Este tipo de suplemento não é, entretanto, recomendado para pessoas com doença renal.

1 2 3 7