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Exercício físico auxilia no tratamento de doenças

Desde a Antigüidade, sabe-se que o exercício físico pode ser uma grande fonte de vitalidade para o ser humano. Entretanto, somente com a sistematização dos estudos em Fisiologia do Exercício e Medicina Esportiva durante o século XX é que o estudo do Movimento Humano passou a estabelecer-se como Ciência. Em decorrência destes trabalhos, os benefícios da atividade física regular passaram a ser mais amplamente disseminados e seus mecanismos melhor compreendidos.

Na verdade, o exercício físico regular traz uma série de benefícios para o organismo, como redução de risco para doenças cardiovasculares e manutenção da massa corpórea em níveis seguros (a obesidade é um fator de risco importante para várias doenças crônico-degenerativas, incluindo hipertensão arterial e diabetes mellitus). Existe ainda uma outra peculiaridade do exercício físico: quando em quantidade adequada, ativa o sistema imunológico, isto é, estimula o sistema de defesa contra infecções, envelhecimento e câncer.

Quando se realiza uma atividade física qualquer, vários sistemas fisiológicos atuam sinergisticamente de maneira a manter todas as funções vitais e, ainda, realizar a atividade em questão. Esse entrosamento entre os vários sistemas fisiológicos permite que o sistema cardiovascular garanta quantidades adequadas de nutrientes e oxigênio para os músculos em funcionamento, enquanto que o sistema neuro-endócrino regula o consumo de nutrientes e a produção de combustíveis para todos os tecidos do organismo.

Sob essa óptica fisiológica, o exercício físico pode ser considerado como um agente de “estresse” porque a atividade física tira o organismo de uma situação de “equilíbrio de repouso” e o coloca em cheque, ou seja, em  uma situação de estresse generalizado (psíquico e metabólico). Como conseqüência dessa resposta fisiológica e das adaptações geradas pelo estresse induzido pela atividade física, várias alterações podem ser observadas nos sistemas fisiológicos. E mais: quando se pratica exercícios físicos regulares, o entrosamento inter-tecidual vai se aprimorando, vai se tornando crônico, de maneira que se observa uma espécie de adaptação à carga e ao estresse induzidos pelo exercício.

Diante desse quadro, o exercício físico, que tem sido reportado como um importante agente aprimorador da capacidade cardiorrespiratória, da força, do controle metabólico da insulina, do colestorol e dos triglicerídeos, da massa óssea e do estado psicológico, vem assumindo um destacado papel também na terapêutica de pacientes HIV/AIDS. Apesar de os pesquisadores conhecerem os efeitos da atividade física moderada em soropositivos, algumas questões ainda permanecem obscuras e continuam sob investigação.

Na maioria dos estudos, as questões relacionadas ao exercício e esse tipo de paciente estão dentro de um contexto curto de período de treinamento, que se apresentam entre nove e doze semanas, inexistindo estudos que sigam uma periodização mais extensa de um treinamento. entre nove e doze semanas, inexistindo estudos que sigam uma periodização.

Entretanto, muitos estudos indicam a possibilidade do emprego de atividades aeróbias até 75% do VO2 máximo (moderada), contínuas ou intervaladas, associadas com exercícios de resistência e força muscular (até 3 séries de 10 repetições até 80% de 1RM) e de flexibilidade sem qualquer prejuízo para a imunidade. Atividades de maior intensidade somente parecem viáveis em pacientes assintomáticos e necessitam de um maior rigor e acompanhamento da carga viral e do número de células CD4+.

Procure o seu médico e quanto antes e comece a se exercitar.

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